sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ficha técnica:

Fotografias por: Alexandre Oliveira;

Tratamento de imagem e vídeo: Alexandre Oliveira;

Música: Gregor Samsa - "What i can manage";
Mogwai - "I know you are, but what am i?"
Sigur Rós - "Agaetis Byrjun";

Reportagem Multimédia por: Alexandre Oliveira;
Coimbra do Choupal

O lado romântico e místico da cidade dos estudantes é o que atrai os visitantes e o que prende os habitantes

O dia está frio e a cidade começa a acordar, o sol dá lugar ao calor dos candeeiros, a brisa quente que passa, anuncia a chegada do verão e as pessoas saem para espreitar o céu estrelado.

Coimbra é conhecida por uma multiplicidade de nomes: “cidade dos estudantes”, “capital do amor em Portugal”, entre outros. A universidade de Coimbra é um dos marcos da cidade que atrai inúmeros visitantes dos “quatro cantos do mundo”.
No entanto, o que realmente destaca esta cidade de todas as outras é o seu misticismo, o seu “romance”, a sua magia.

As ruelas da baixa de Coimbra, onde a idade das casas é incalculável, onde as pedras da calçada são eternas, são consideradas mágicas. Desde a rua da Sofia ao parque da cidade, pode-se assistir a este cenário.

Maria Manuel Correia Barreiros, estudante de arquitectura na Universidade de Coimbra, descreve a cidade como “um lugar cheio de romantismo, não só pela sua história, mas também pela magia que se instala na cidade quando anoitece”.

O romance de D. Pedro e de D. Inês de Castro passou-se em Coimbra. A ponte de “Pedro e Inês”, construída em memória dos mesmos e a Quinta das Lágrimas, onde, alegadamente, se encontravam, não deixam Coimbra “esquecer-se” e intensificam o romantismo da cidade.

“Cheia de algo que me enche as medidas, torna-me melancólica, nostálgica, feliz. Um lugar mágico passível de ser fotografado e imortalizado”. É desta forma que Inês Viseu, estudante de Farmácia na Universidade de Coimbra, descreve a cidade onde estuda.

É possível encontrar-se alguns “posts” no seu blogue pessoal, relativos a Coimbra, como: “Ainda longe de não te ver e já a saudade fala mais alto. Esse teu rio místico que assombra as noites de luar, essa tua forma matreira de ver o mundo, envolta em romantismo e crueldade. Um dia chorarei por ti, Coimbra.”


http://www.dark-floyd.blogspot.com


Coimbra é palco de várias animações de rua, ao longo do ano, precisamente na baixa, onde o cenário é ideal para a atracção dos habitantes.

No entanto, a criminalidade tem aumentado em Coimbra. As ruas estão cada vez mais desertas à noite, as pessoas andam mais de carro e menos a pé. Evitam-se certos pontos da cidade. As ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges já não fazem parte do roteiro nocturno dos conimbricenses.

André Gonçalves, estudante de Farmácia na Universidade de Coimbra, elege estas duas ruas como as mais encantadoras e mágicas de Coimbra, mas “ de noite evito passar lá, não vá ser assaltado, como é habitual naquela zona, à noite”, confessa o estudante.
Apesar de todos os incidentes, a magia da cidade de Torga persiste. Os estudantes ajudam a dar vida às paredes conimbricenses. Pela altura da latada e da queima das fitas a cidade revitaliza. Durante uma semana as ruelas da baixa Coimbrã enchem-se de estudantes apaixonados por esta cidade cheia de história.

segunda-feira, 2 de junho de 2008


Entrevista a José Maria Pimentel, fotógrafo profissional





Como fotografo experiente, como vê a situação da fotografia em Portugal?

A situação da fotografia em Portugal pode, como qualquer outro tema tratado na óptica do nosso país, ser analisada em diversas vertentes e com pontos comuns, que são consequência também do país em que vivemos.

Se compararmos a situação da fotografia hoje em relação à época em que a descobri, podemos dizer que tem uma dimensão e um reconhecimento muitíssimo maiores. Há muitíssimo mais fotógrafos, inúmeros concursos, sites na Internet dedicados ao assunto, apareceram cursos, workshops, etc. Há também gente com imenso talento que merece ser reconhecida em qualquer parte do mundo.

Se analisarmos numa vertente de sobrevivência a situação é mais difícil. Somos um país pequeno, o mercado é em consequência e tentar passar além fronteiras uma ambição legítima.

Por outro lado, e como noutros meios não só das artes,, também este sofre dos vícios e marginalização provocadas por "lobbies".

Considera a fotografia uma arte menos reconhecida, relativamente a outros tipos de arte?

Apesar do muito maior reconhecimento de que goza hoje comparativamente à época do seu surgimento continua a sê-lo. A situação de ser uma arte reprodutível, de múltiplos, acessível a todos, contribui para isso de alguma maneira.

Como dizia um dia destes um fotógrafo: Quando haverá um prémio Nobel de fotografia?

Estabelecendo um paralelismo entre Portugal e o resto da Europa, vê este tipo de arte pouco explorado?

Vejo que certamente se poderia fazer muito mais. Com imaginação poderíamos certamente chegar com a fotografia a muito mais sítios, dinamizar situações, criar dinâmicas entre pessoas, actuar socialmente, gerar trabalho.

O nosso individualismo crónico, reflectido em muitas outras actividades, é certamente um factor limitador de algumas dessas dinâmicas. Nisso a vizinha Espanha é um exemplo de algumas iniciativas a seguir associando fotógrafos em projectos conjuntos.


Relativamente aos jovens fotógrafos, serão eles apoiados ou há uma falta de interesse, por parte das edilidades, em apoiar jovens artistas?

Não posso afirmar que há uma manifesta falta de interesse em apoiar novos talentos. Penso inclusivé que a pouco e pouco se tem desenvolvido uma consciência por parte das edilidades quanto ao papel que as artes podem representar e au seu interesse na formação das populações. Isso poderá ir fazendo surgir novas oportunidades a talentos emergentes.

A questão mais grave e com a qual nos confrontamos em diversos municípios é que, sendo a nomeação para pelouros culturais consequência de opções políticas, nem sempre as pessoas que os ocupam reunem um perfil adequado ou sequer conhecimentos para desempenho do cargo. Isso trás obviamente consequências menos boas no desempenho da actividade cultural.

Mas se olharmos para Portugal de há trinta anos e o compararmos com hoje, muito mudou já, e estamos culturalmente melhor. Há portanto esperança. Hoje podemos pusar o nosso olhar muito para além das fronteiras e aprender e perceber o que devemos fazer.



Fotografias de José Maria Pimentel em: http://www.pbase.com/sakafoto/root


Alexandre Oliveira

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003

Em 2003, Coimbra foi nomeada Capital Nacional da Cultura. Muitos foram os eventos que, nas mais diversas áreas, aconteceram na cidade dos estudantes, como também é conhecida.

Música, Teatro, Cinema, Dança, entre outros projectos artísticos constavam no roteiro cultural da cidade. Vários concertos foram agendados para dar a conhecer o património de Coimbra, os vários monumentos da cidade e suas zonas circundantes.

A divulgação foi feita através de panfletos informativos, através de roteiros culturais e de cartazes espalhados por toda a cidade.

Um dos vários objectivos a alcançar com a nomeação da cidade para capital nacional da Cultura, seria a construção de infra-estruturas para o desenvolvimento das artes em Coimbra. O que não se verificou. Passados cinco anos da comemoração, projectos continuam a ser desenvolvidos e a falta de espaço para trabalhar começa a ser preocupante. A companhia de teatro Escola da Noite, por exemplo, tem um espaço para trabalhar, no pátio da inquisição, inutilizado há mais de seis anos. No entanto, por desavenças com a edilidade, vê-se obrigado a partilhar um outro espaço com outra companhia de teatro “O Teatrão”.

Muitos projectos, em várias áreas, continuam. Cinco anos passaram sobre este evento e são igualmente muitos os artistas que se queixam da falta de apoio da edilidade coimbrã.

Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Coimbra_Capital_Nacional_da_Cultura_2003

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Jornalismo versus Jornalismo cidadão

Com o advento da internet e das novas tecnologias, a comunicação sofreu grandes alterações. A transmissão de notícias, a sua publicação mudou radicalmente. A internet, acessível a quase todas as classes, os telemóveis – com máquina fotográfica – fez com que a participação do público nos meios de comunicação social fosse possível.

É neste contexto que surge o jornalismo cidadão. Ora, jornalismo cidadão é a ideia de jornalismo onde o conteúdo é produzido por cidadãos sem formação jornalística em colaboração com jornalistas profissionais. Participação esta sobretudo através das novas tecnologias (internet, telemóveis, etc). Assim, pode-se fugir da estrutura do jornalismo tradicional (pirâmide invertida, lead, etc.).

Esta ideia de jornalismo cidadão, só é possível graças às ferramentas de tecnologia moderna de que hoje dispomos. Tornou-se um trabalho semelhante ao do jornalista profissional, isto é, qualquer pessoa pode recolher, investigar e publicar informação.

Deste modo, será o jornalismo cidadão o apocalipse do jornalismo profissional? Será que os dois podem coexistir?

São vários os jornalistas, e não só, que se deparam com incógnitas deste género. No entanto, são igualmente vários os que não acreditam.

Ora, o jornalismo cidadão, por um lado, tem as suas vantagens: o cidadão jornalista está no momento exacto, onde a noticia acontece, recolhendo depoimentos, obtendo fotografias que, de outra maneira, não existiriam. “Cada pessoa torna-se um potencial criador de fotografias com valor noticioso, basta olhar no sítio certo, na altura certa”, afirma Sérgio Azenha, fotojornalista do jornal “Público”. Por outro lado, não obedecem a um código de conduta, como o código deontológico dos jornalistas, podem manipular a informação. São incapazes, normalmente, de contar uma história. Relativamente ao fotojornalismo, normalmente os cidadãos jornalistas não têm bagagem técnica e estética para obter fotografias, simultaneamente apelativas e informativas.

Sérgio Azenha, fotojornalista do jornal “Público” defende a sua posição afirmando que “os cidadãos jornalistas e os jornalistas profissionais podem coexistir. A imprensa confia aos jornalistas a tarefa de contar as “estórias”.

Em suma, o jornalismo cidadão assusta vários profissionais da informação, no entanto, a actividade jornalística não está ameaçada.

Trabalho realizado por: Alexandre Oliveira, 2º ano comunicação social.

Bibliografia

Leituras online:

http://inesfigueiras-online.blogspot.com/2006/10/jornalismo-vs-jornalismo-do-cidadao.html

Livros: José Lopes da Silva, António Os diários Generalistas Portugueses e papel e online, Livros Horizonte

Matéria de apoio: Bloco de notas com apontamentos de uma palestra sobre “Cidadão jornalista e o futuro do fotojornalismo”, moderada por Sérgio Azenha, Adriano Miranda e João Figueira.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Bem vindos

Novo blogue de Jornalismo Digital.