segunda-feira, 12 de maio de 2008

Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003

Em 2003, Coimbra foi nomeada Capital Nacional da Cultura. Muitos foram os eventos que, nas mais diversas áreas, aconteceram na cidade dos estudantes, como também é conhecida.

Música, Teatro, Cinema, Dança, entre outros projectos artísticos constavam no roteiro cultural da cidade. Vários concertos foram agendados para dar a conhecer o património de Coimbra, os vários monumentos da cidade e suas zonas circundantes.

A divulgação foi feita através de panfletos informativos, através de roteiros culturais e de cartazes espalhados por toda a cidade.

Um dos vários objectivos a alcançar com a nomeação da cidade para capital nacional da Cultura, seria a construção de infra-estruturas para o desenvolvimento das artes em Coimbra. O que não se verificou. Passados cinco anos da comemoração, projectos continuam a ser desenvolvidos e a falta de espaço para trabalhar começa a ser preocupante. A companhia de teatro Escola da Noite, por exemplo, tem um espaço para trabalhar, no pátio da inquisição, inutilizado há mais de seis anos. No entanto, por desavenças com a edilidade, vê-se obrigado a partilhar um outro espaço com outra companhia de teatro “O Teatrão”.

Muitos projectos, em várias áreas, continuam. Cinco anos passaram sobre este evento e são igualmente muitos os artistas que se queixam da falta de apoio da edilidade coimbrã.

Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Coimbra_Capital_Nacional_da_Cultura_2003

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Jornalismo versus Jornalismo cidadão

Com o advento da internet e das novas tecnologias, a comunicação sofreu grandes alterações. A transmissão de notícias, a sua publicação mudou radicalmente. A internet, acessível a quase todas as classes, os telemóveis – com máquina fotográfica – fez com que a participação do público nos meios de comunicação social fosse possível.

É neste contexto que surge o jornalismo cidadão. Ora, jornalismo cidadão é a ideia de jornalismo onde o conteúdo é produzido por cidadãos sem formação jornalística em colaboração com jornalistas profissionais. Participação esta sobretudo através das novas tecnologias (internet, telemóveis, etc). Assim, pode-se fugir da estrutura do jornalismo tradicional (pirâmide invertida, lead, etc.).

Esta ideia de jornalismo cidadão, só é possível graças às ferramentas de tecnologia moderna de que hoje dispomos. Tornou-se um trabalho semelhante ao do jornalista profissional, isto é, qualquer pessoa pode recolher, investigar e publicar informação.

Deste modo, será o jornalismo cidadão o apocalipse do jornalismo profissional? Será que os dois podem coexistir?

São vários os jornalistas, e não só, que se deparam com incógnitas deste género. No entanto, são igualmente vários os que não acreditam.

Ora, o jornalismo cidadão, por um lado, tem as suas vantagens: o cidadão jornalista está no momento exacto, onde a noticia acontece, recolhendo depoimentos, obtendo fotografias que, de outra maneira, não existiriam. “Cada pessoa torna-se um potencial criador de fotografias com valor noticioso, basta olhar no sítio certo, na altura certa”, afirma Sérgio Azenha, fotojornalista do jornal “Público”. Por outro lado, não obedecem a um código de conduta, como o código deontológico dos jornalistas, podem manipular a informação. São incapazes, normalmente, de contar uma história. Relativamente ao fotojornalismo, normalmente os cidadãos jornalistas não têm bagagem técnica e estética para obter fotografias, simultaneamente apelativas e informativas.

Sérgio Azenha, fotojornalista do jornal “Público” defende a sua posição afirmando que “os cidadãos jornalistas e os jornalistas profissionais podem coexistir. A imprensa confia aos jornalistas a tarefa de contar as “estórias”.

Em suma, o jornalismo cidadão assusta vários profissionais da informação, no entanto, a actividade jornalística não está ameaçada.

Trabalho realizado por: Alexandre Oliveira, 2º ano comunicação social.

Bibliografia

Leituras online:

http://inesfigueiras-online.blogspot.com/2006/10/jornalismo-vs-jornalismo-do-cidadao.html

Livros: José Lopes da Silva, António Os diários Generalistas Portugueses e papel e online, Livros Horizonte

Matéria de apoio: Bloco de notas com apontamentos de uma palestra sobre “Cidadão jornalista e o futuro do fotojornalismo”, moderada por Sérgio Azenha, Adriano Miranda e João Figueira.