Jornalismo versus Jornalismo cidadão
Com o advento da internet e das novas tecnologias, a comunicação sofreu grandes alterações. A transmissão de notícias, a sua publicação mudou radicalmente. A internet, acessível a quase todas as classes, os telemóveis – com máquina fotográfica – fez com que a participação do público nos meios de comunicação social fosse possível.
É neste contexto que surge o jornalismo cidadão. Ora, jornalismo cidadão é a ideia de jornalismo onde o conteúdo é produzido por cidadãos sem formação jornalística em colaboração com jornalistas profissionais. Participação esta sobretudo através das novas tecnologias (internet, telemóveis, etc). Assim, pode-se fugir da estrutura do jornalismo tradicional (pirâmide invertida, lead, etc.).
Esta ideia de jornalismo cidadão, só é possível graças às ferramentas de tecnologia moderna de que hoje dispomos. Tornou-se um trabalho semelhante ao do jornalista profissional, isto é, qualquer pessoa pode recolher, investigar e publicar informação.
Deste modo, será o jornalismo cidadão o apocalipse do jornalismo profissional? Será que os dois podem coexistir?
São vários os jornalistas, e não só, que se deparam com incógnitas deste género. No entanto, são igualmente vários os que não acreditam.
Ora, o jornalismo cidadão, por um lado, tem as suas vantagens: o cidadão jornalista está no momento exacto, onde a noticia acontece, recolhendo depoimentos, obtendo fotografias que, de outra maneira, não existiriam. “Cada pessoa torna-se um potencial criador de fotografias com valor noticioso, basta olhar no sítio certo, na altura certa”, afirma Sérgio Azenha, fotojornalista do jornal “Público”. Por outro lado, não obedecem a um código de conduta, como o código deontológico dos jornalistas, podem manipular a informação. São incapazes, normalmente, de contar uma história. Relativamente ao fotojornalismo, normalmente os cidadãos jornalistas não têm bagagem técnica e estética para obter fotografias, simultaneamente apelativas e informativas.
Sérgio Azenha, fotojornalista do jornal “Público” defende a sua posição afirmando que “os cidadãos jornalistas e os jornalistas profissionais podem coexistir. A imprensa confia aos jornalistas a tarefa de contar as “estórias”.
Em suma, o jornalismo cidadão assusta vários profissionais da informação, no entanto, a actividade jornalística não está ameaçada.
Trabalho realizado por: Alexandre Oliveira, 2º ano comunicação social.
Bibliografia
Leituras online:
http://inesfigueiras-online.blogspot.com/2006/10/jornalismo-vs-jornalismo-do-cidadao.html
Livros: José Lopes da Silva, António Os diários Generalistas Portugueses e papel e online, Livros Horizonte
Matéria de apoio: Bloco de notas com apontamentos de uma palestra sobre “Cidadão jornalista e o futuro do fotojornalismo”, moderada por Sérgio Azenha, Adriano Miranda e João Figueira.